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Cream

Dezembro 2, 2008

Cream


Já que o blog se trata de Cinema, música e jogos e até agora não saiu nada sobre música resolvi escrever sobre uma das bandas que eu mais gosto.

Cream foi uma banda britânica de 1966 que teve uma vida muito curta, a banda acabou em 68 porque os membros já não se agüentavam mais. A banda começou como uma idéia entre o guitarrista Eric Clapton e o baterista Ginger Baker, ambos já viam de bandas com certo sucesso. Clapton recentemente saíra do Yardbirds tendo na sua bagagem influências fortes do Blues, enquanto Baker vinha do Grahm Bond Organisation uma banda de improviso de jazz. Quando ambos começaram a discutir o assunto, Baker propôs eles começarem uma banda, Clapton aceitou com a condição de Jack Bruce foi o baixista. Baker, que estava dirigindo o carro neste momento, de acordo com Clapton, quase bateu o carro depois de ouvir a sugestão.

Baker & Bruce

Dois grandes gênios de seus instrumentos eles tocavam juntos na GBO, porém o ego de ambos fazia com que chegassem ao ponto de sabotarem os instrumentos do outro, momentos antes de algum show. Baker o expulsou da banda, porém eles freqüentemente se esbarravam aqui e ali e isso só teve fim quando Baker ameaçou o outro com uma faca. Apesar do passado ambos concordaram em deixar as diferenças de lado e se unirem pelo bem da futura banda.


O maior ‘Power – Trio’ de todos os tempos

fresh_cream

Cream é sem dúvida o dream team da música, e eles são considerados, pelo seu sucesso, a primeira grande banda que o mundo já viu por ter emplacado o primeiro disco a ser reconhecido como multi-platina (mais de duas milhões de cópias vendidas). Eles começaram com o álbum Fresh Cream que era composto, em sua maioria, por covers de músicas de blues como: “Spoonful”, “Rollin’ and Tumblin’”, “I’m so Glad” e “Four Until Late”. Além dessas, haviam composições de Bruce; “I Feel Free”, “Sleepy Time Time” e “N.S.U”. Para encerrar o álbum o solo de bateria de Baker “Toad”.

O álbum em três músicas:

- I’m So Glad

- I Feel Free

- Spoonful

Disraeli Gears

Tido como o melhor álbum de todos, o Disraeli Gears foi o que abriu as portas da banda para os EUA. Ele ficou em #5 no R.U e em #4 nos EUA. Para mim é o 2º melhor álbum da banda com músicas absolutamente incríveis. Ele foge do padrão blues do primeiro disco trazendo um material totalmente (ou quase) original da banda. Apenas três das onze músicas são covers. Podemos destacar do álbum: “Strange Brew” que trouxe a eles o seu produtor Felix Pappardili que após ouvir a música pediu para levar para casa e colocar outra música por cima. O que é possivelmente o melhor riff de guitarra de todos os tempos em “Sunshine of Your Love”. “Tales of Brave Ullyses” cuja letra foi escrita em um guardanapo. “SWLABR”, “Outside Women Blues” e “Take it Back” que mantém o clima blues da banda, mas com muita psicodélica em cima. “World of Pain”, “Blue Condition”, “We’re Going Wrong” e “Dance the Night Away” que são totalmente psicodélicas.

Depois de escrever isto eu percebi que a única música que eu não gosto do disco inteiro é “Mother’s Lament”.

disraeli_gears

O álbum em três músicas:

- Sunshine of Your Love

- Tales of Brave Ullyses

- Take it Back


Wheels Of Fire

cream_wheels_of_fire

Agora sim, pra mim o ápice da banda, o melhor álbum de todos, o vinil pra destruir tudo. Em números: o álbum ficou em #1 nos EUA e #3 no R.U, foi o primeiro álbum duplo a receber disco de platina e vendeu em 24 meses mais do que TODOS os vinis que o vieram antes dele nos últimos 24 anos. O álbum vendeu 35 milhões de cópias.

O primeiro disco foi gravado em estúdio e o segundo ao vivo. O primeiro tinha um re-leitura de “Tales of Brave Ulysses” intitulado “White Room”. “Politician” uma das linhas, de baixo, mais poderosas de todos os tempos. “Born Under a Bad Sign”, “Pressed Rath and Warthog”, “Deserted Cities of the Heart”. Para o segundo disco temos “Crossroads” que prova o porquê de um cidadão ter pichado em um muro o seguinte “Clapton is God”. A versão ao vivo de “Spoonful” mostra o que a banda tinha de melhor, improviso e jams longuíssimos ao vivo. Jack Bruce até dizia que se eles não tocassem jams de vinte minutos à platéia agressivamente pedia pelo seu dinheiro de volta. Esse é um dos motivos pelos quais a maioria das músicas do Disraeli Gears não era tocada em shows ao vivo, porque elas eram muito curtas.

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O álbum em três músicas:

- White Room

- Crossroads

- Politician


Goodbye

O último álbum não segue a linha dos anteriores, provavelmente porque eles já não agüentavam mais aquilo. Ele chegou em #1 nos EUA e em #2 no R.U. O disco tem versões ao vivo de “I’m So Glad”, “Politician” e “Sitting on the top of the World”. A única música que se salva do álbum é Badge que tem participação do grande amigo de Clapton, George Harrison. Depois do disco eles lançaram um DVD intitulado Farewell Concert. O show foi considerado por muitos abaixo da média da banda.


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O álbum em três músicas:

- Badge

- I’m So Glad [live]

- Politician [live]

Pós Cream

Clapton seguiu com Baker em outra banda chamada Blind Faith que depois viria a se separar. Baker então começaria a Ginger Baker’s Air Force. Clapton seguiria depois para Derek & The Dominos e então para uma carreira solo. Jack Bruce também ingressaria em uma carreira solo.

A banda se reuniu em 93 quando entrou para o Hall da fama do Rock n’ Roll e em 2005 quando fez dois shows no Royal Albert Hall. O show fora gravado e lançado em um CD – duplo. Os ingressos se venderam em menos de uma hora e entre a platéia estavam Paul McCartney e Ringo Starr (Beatles); Jimmy Page (Led Zeppelin), Roger Waters (Pink Floyd); Brian May (Queen); Mick Talyor e Bill Wyman (Rolling Stones).

creamreunion


Badge [Live]

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